Fachin elogia Pacheco por discurso contra ‘populismo autoritário’

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, elogiou o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, em documento enviado ao Senado e lido no encerramento da sessão da Corte nesta quinta-feira (4). Fachin afirmou que o parlamentar terá seu nome inscrito na lista dos que defenderam a democracia, em razão da reiterada defesa do processo eleitoral e da segurança das instituições brasileiras.

“Na manhã de hoje, remeti ao presidente do Senado Federal a seguinte mensagem: “Senhor presidente do Senado Federal, Ao cumprimentar vossa excelência, peço licença para expressar os mais elevados agradecimentos em nome do Tribunal Superior Eleitoral, pelo pronunciamento firme e sereno de vossa excelência em defesa da democracia e do processo eleitoral”, inicia Fachin.

Edson Fachin elogiou Rodrigo Pacheco após discurso do presidente do Senado em defesa do sistema eleitoral brasileiro

“Esta atitude se deve ao fato de que em nosso modo de ver, os anais da história escreverão no futuro os nomes em umas das seguintes duas listas: os defensores da democracia, na qual de modo sobranceiro se inscreve o senhor presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco, e os cumplices do populismo autoritário. Que vença a democracia, que vença a paz e a segurança nas eleições”, completou.

Na quarta-feira (3), na reabertura dos trabalhos do Senado após o recesso, Pacheco fez um pronunciamento reiterando a confiança no sistema eleitoral brasileiro e nas urnas eletrônicas. Em meio a ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) à votação eletrônica e a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele disse que no dia 1º de janeiro de 2023, estará no Congresso para dar posse ao presidente eleito pelas urnas. E defendeu o processo brasileiro. “Eu tenho plena confiança no processo eleitoral brasileiro, na Justiça Eleitoral e nas urnas eletrônicas, por meio das quais temos apurado os votos desde 1996.  Sei que essa posição é amplamente majoritária tanto no Senado quanto no Congresso Nacional”, disse.

JORNAL O TEMPO