Restaurantes reajustam preços em BH; marmitex chega a R$46.

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A alimentação fora de casa acompanha as refeições no lar e também está mais cara em Belo Horizonte. O preço do marmitex grande apresentou uma variação de 324% entre fevereiro e março deste ano e os valores de venda estão entre R$10,99 até R$46,70, segundo pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro e o aplicativo comOferta.com. O estudo mostra que a marmita encareceu quase 3% em 30 dias.

No caso do marmitex pequeno, a variação é menor, de 91%, e a população paga R$12,99 no produto mais barato e R$23,99 na quentinha mais cara. A pesquisa também analisou os valores em relação ao prato feito. O PF é vendido entre R$15,99 e R$48, uma variável de 336%. A refeição combinada registrou um aumento de 1,6% no preço em março.

O economista e responsável pelo Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, afirma que os valores mais elevados foram registrados em estabelecimentos dos bairros Belvedere e Savassi devido ao custo com locação imobiliária.

Abreu lembrou que, para quem almoça fora, o hábito da pesquisa pode contribuir para encontrar preços mais acessíveis neste momento para alimentação nos restaurantes ou ao pedir marmitex.

“O trabalhador tem sentido muito o efeito crise e o dono do restaurante também. Os restaurantes têm sofrido com o custo de produtos básicos como a própria carne, arroz, feijão, óleo de soja, salada. E isso acaba refletindo efetivamente no preço pago pelo consumidor”, explica.

Quilo 

O mesmo cenário foi observado na comida a quilo. Quem almoça em restaurantes desta modalidade, está pagando entre R$15 e R$119. A variação, segundo a pesquisa, chega a 693%. Os valores nas balanças foram reajustados em torno de 3,5%. Feliciano Abreu afirma que a guerra entre Rússia e Ucrânia também interfere nos preços praticados nos restaurantes.

Desde o início do conflito, em fevereiro, os combustíveis foram reajustados no Brasil, além de diversos produtos como carnes, leites e derivados e produtos à base de trigo.

“Quando a gente fala de qualquer produto relacionado a transporte já é um motivo para se aumentar o preço. O gás de cozinha subiu muito e o próprio custo de uma distribuidora, por exemplo, no Ceasa, de estar entregando os alimentos no restaurante. A guerra influencia sim e vamos pagar muito caro por isso ainda”, acrescenta Abreu.

Para o economista, os preços altos praticados nos restaurantes podem dificultar a arrecadação dos estabelecimentos. “O consumidor, por si só, não tem condição de arcar com tanto aumento de preço. O restaurante tenta de um lado aumentar o máximo que pode, e o consumidor acaba levando comida de casa para suportar o aumento”, complementa.

JORNAL O TEMPO