Perto de liberar tudo , cresce incidência da variante Delta da COVID-19 em Minas Gerais

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As macrorregiões Triângulo do Norte e Nordeste progrediram para a onda verde do plano Minas Consciente, como anunciado pelo Comitê Extraordinário Covid-19 nesta quinta-feira (26/8). As duas localidades estavam na onda amarela, que agora inclui apenas o Triângulo do Sul.

A onda verde conta, ainda, com as macrorregiões Leste, Centro, Centro-Sul, Oeste, Sul, Sudeste, Vale do Aço, Jequitinhonha, Norte e Noroeste, que se mantiveram com bons indicadores de controle da covid-19 na última semana.

“A situação de Minas voltou a ser homogênea, os dados são muito positivos e temos consistência na queda da doença”, ressalta o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti. As novas determinações do Minas Consciente passam a valer a partir deste sábado (28/8).

Avanços

A ocupação dos leitos em todas as localidades do estado tem caído. A média de redução é de 30%. Além disso, o número de óbitos também vem decrescendo. A tendência de queda se mantém, ainda, nos casos de pacientes internados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou por covid-19.

Segundo Baccheretti, o cenário positivo foi impulsionado pelo avanço da vacinação. Aceleramos muito a distribuição de imunizantes. Estamos, praticamente de segunda a sábado, distribuindo vacinas. Todos os dias fazemos mais doses chegarem aos municípios”, destaca.

Vacinação

Até o momento, já foram aplicadas 18.062.900 doses de imunizantes contra a covid-19 em Minas Gerais. O estado alcançou recorde na média móvel de vacinação na última terça-feira (24/8), com 286.158 doses aplicadas diariamente.

A cobertura vacinal da primeira dose em adultos acima dos 18 anos chega a 76,48%. A da segunda está em 32,72%.

O secretário lembra que ainda há mais de 4 milhões de doses enviadas pelo Ministério da Saúde que devem ser aplicadas nos próximos dias. A maior parte delas já foi distribuída e está nos municípios ou nas Unidades Regionais de Saúde (URSs).

“Temos mais de 350 cidades que já relataram estar aplicando doses em pessoas com 18 anos. A tendência é que até o fim de agosto a gente tenha a maior parte do estado já vacinando esse grupo”, afirma.

Segunda dose

Com o avanço nos grupos vacinados, Fábio Baccheretti reforça que o próximo passo é garantir a segunda dose à população mineira, especialmente devido ao crescimento das amostras da variante Delta no estado.

Até o momento, já foram encontrados 94 casos da cepa mais infectante e, conforme o secretário, a tendência é de que ela se torne predominante.

Conforme o secretário, a incidência da Delta em Minas Gerais está maior nos municípios próximos ao Rio de Janeiro e ao Distrito Federal, e na macrorregião Central, onde há maior circulação de pessoas. Ele lembra que os cuidados contra a variante são os mesmos, e devem ser mantidos: uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social.

Matéria atualizada às 14h do dia 26/8/2021. O Minas Consciente é atualizado semanalmente e o protocolo poderá sofrer alterações conforme a evolução da pandemia no estado.

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Agência Minas Gerais

Cresce incidência da variante Delta da COVID-19 em Minas Gerais.

A incidência da variante Delta da COVID-19 em Minas Gerais está em crescimento, segundo o governo de Minas. A nova cepa do coronavírus é considerada mais perigosa – mais contagiosa e transmissível que as demais – e, desde a última semana, já circula de forma comunitária no estado .

A informação sobre a incidência da variante Delta foi repassada nesta quinta pelo secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, durante entrevista coletiva. Segundo o gestor estadual, a realização de estudos genômicos por parte do estado (feito via Fundação Ezequiel Dias – Funed – e Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG) comprovam o dado.

“Dentro das 200 amostras semanais em que se faz o estudo genômico, a incidência da variante Delta vem crescendo. Hoje, dentro dessas amostras, a maior parte delas é Delta. Até então, a Gama sempre foi predominante, que é a P1, e agora é a Delta. Só vamos ponderar um ponto importante: parte dessas amostras já é filtrada em pacientes que têm rescidiva da doença, ou seja, uma reinfecção. O risco de ser uma nova cepa é maior, então existe, obviamente, esse balizador importante, que nós, como a gente faz um filtro de quais amostras vão ser estudadas o genoma, a incidência da Delta vá ser desproporcional ao que realmente acontece no estado. Mas vale a pena dizer que a maior parte dos estudos genômicos do estado a variante predominante é a Delta”, afirmou.

Atualmente, Minas tem 101 casos confirmados de variante Delta do coronavírus. Contudo, pela dificuldade de testagem – as cepas são identificadas somente a partir de estudo genômico, não por meio de outros testes, como RT-PCR -, a tendência é que o número possa ser maior. E deve piorar. “A tendência é que nas próximas semanas a Delta aumente ainda”, diz Baccheretti.

As regiões Central (onde está Belo Horizonte, capital mineira), Sudeste, Leste do Sul (próximo ao Rio de Janeiro, tido como epicentro da Delta no Brasil) e Noroeste (Unaí) de Minas são as que mais demandam atenção no momento, segundo o governo. Baccheretti, contudo, relembra: os cuidados são os mesmos do que a variante Gama ou qualquer outra cepa da COVID-19.

“O que vale lembrar: variante Delta, variante Gama, variante Alfa, que são as variantes que circulam no Brasil, exigem o mesmo cuidado. Uso de máscara, distanciamento social, higiene das mãos e vacinação. Não há diferença das condutas de cada indivíduo do estado ou do poder público que não seja fomentar esses cuidados e a vacinação com duas doses”, completou.

Fonte: Estado de Minas