Suspeito de chefiar gangue de tráfico e ordenar assassinatos com tortura é preso na Grande BH.

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Um homem considerado a última peça-chave da guerra do tráfico de drogas no bairro Paulo VI, na Região Nordeste de Belo Horizonte, foi preso pela Polícia Civil na Região Metropolitana. Os detalhes da prisão do suspeito, conhecido como Rominho, foram divulgados na manhã desta sexta-feira (10).

“Das organizações que conseguimos mapear, ele é o último indivíduo a ser preso. E tanto pela periculosidade dele, até por essa crueldade dele em cometer os homicídios, a gente entende ele como a peça-chave que faltava para a gente fechar essas investigações e contribuir para melhora dos índices de criminalidade na região”, disse o delegado Leandro Alves Santos.

A partir do fim de 2019, a região registrou oito assassinatos relacionados à disputa por pontos de venda de drogas. Segundo a Polícia Civil, até o primeiro semestre do ano passado, foram quatro homicídios, todos executados pela gangue chefiada por Rominho. Já no segundo semestre, a quadrilha dele passou a ser atacada.

Segundo a Polícia Civil, Rominho tem envolvimento com o mundo do crime desde a adolescência. Antes de completar 18 anos, ele teria participado de um triplo homicídio, em que as vítimas eram mãe filhos.

Delegado Leandro Alves Santos coordenou as investigações — Foto: Raquel Freitas/g1

Delegado Leandro Alves Santos coordenou as investigações;

Atualmente, ele era considerado foragido da Justiça. Segundo a polícia, ele cumpria pena pela condenação de um homicídio em 2005, mas escapou da prisão durante uma saída temporária. Enquanto era procurado, o homem foi condenado por outro crime ocorrido em 2004.

De acordo com o delegado, incialmente, ele atuava como executor dos crimes, sempre agindo com crueldade. Depois, ao assumir o comandado da gangue, passou a atuar como mandante dos crimes.

“Ele começou a ordenar que indivíduos da organização dele fossem às bocas da gangue rival, tomassem esses pontos e executassem homicídios, com sequestro, tortura. Ele ensinava esses requintes de crueldade”, disse.

Antes de conseguir até o chefe do grupo, a polícia conseguiu prender outros integrantes da organização. De acordo com a polícia, três deles já foram condenados e outros dois estão com julgamento marcado.

Rominho foi localizado em Ibirité, onde estava morando. Com ele, a polícia conseguiu encontrar diversos documentos falsos.

Segundo a polícia, ele preferiu não falar sobre as acusações.

G1 MG