Líder de grupo que realizou ataque contra PMs em Igarapé é preso.

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O último suspeito de envolvimento em um crime bárbaro de latrocínio tentado contra um casal de policiais ocorrido em Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, no dia 5 de janeiro de 2020, foi preso durante uma ação da Polícia Civil no último fim de semana.

A investigação identificou cinco participantes no crime, sendo que três já foram presos e condenados a penas que variam entre 30 e 50 anos e um morreu após entrar em confronto com a polícia durante uma ação.

Conforme noticiado por O TEMPO na época, as vítimas foram um coronel reformado da Polícia Militar de 50 anos, que acabou perdendo a visão de um olho e uma cabo de 34 anos, que chegou a perder parte de massa encefálica. Os dois foram levados em estado grave para receber atendimento médico, mas sobreviveram.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Thiago Machado, o quinto suspeito foi preso dentro de um Lava Jato localizado no bairro Benfica, em Juiz de Fora, na região da Zona da Mata. A investigação apontou que ele seria o líder do bando que agiu com violência contra as vítimas na época.

“Após praticar um furto, eles identificaram novas vítimas, as abordaram e as levaram par ao interior da residência. Ao constatar de que se tratavam de policiais, eles os amarraram e passaram a tortura-las. Eles também foram vitimados com disparos de arma de fogo na região da cabeça. Saíram local levando pertences e o veículos deles, que foi abandonado e incendiado”, explicou o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil, o grupo teria ido para a cidade de Igarapé pra cometer uma série de crimes e arrecadar dinheiro para abastecer o tráfico no bairro Novo Riacho, em Contagem, também na região metropolitana, onde eles atuavam. A investigação também apurou que Vitim se deslocou para Juiz de Fora, onde tem parentes, para fugir de rivais do tráfico de drogas.

“Ele estava tentando se esconder de seus desafetos e a equipe de policiais realizou a sua prisão, que não teve reação. Ele foi ouvido e negou participação no crime. Os elementos arrecadados nos autos apontam que ele era o líder do grupo e que a arma utilizada no crime, calibre .38, era de sua propriedade, o simulacro de arma de fogo também de sua propriedade e tudo indica que essa ação foi realizada sob a articulação dele”, pontua o delegado.

A Polícia Civil destacou que Vitim tem diversas passagens policiais, inclusive por ameaças à companheira, roubos e tráfico de drogas. Os investigadores também acreditam que ao descobrirem que as vítimas eram policiais, os criminosos teriam intensificado as torturas.

“A gente não sabe o que ocorreu dentro do interior do imóvel. Mas há a certeza de que, em algum momento, foi identificado que se tratavam de policiais aí a violência aumentou de forma intensa. Sendo essas vítimas amarradas, torturadas e alvejadas com tiros de arma de fogo na região da cabeça”, explicou o delegado.

A Polícia Civil informou que o inquérito será concluído nos próximos dias.

JORNAL O TEMPO