Privatização divide população Mineira.

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O governador Romeu Zema (Novo) pode encontrar resistência da população para vender a Cemig, a Copasa e a Gasmig. Mesmo que ele consiga convencer a Assembleia Legislativa a aprovar a privatização dessas empresas, a Constituição Estadual exige que seja feito um referendo popular para concretizar as vendas. Essa exigência não se aplica à Codemig, única estatal cujo projeto de privatização está na Assembleia – a proposta, no entanto, está parada desde o final de 2019.

De acordo com o DATATEMPO, 45,3% dos mineiros são contrários às privatizações no setor público, e 41,5% são favoráveis. A diferença é apenas numérica, já que os dois grupos estão empatados dentro da margem de erro. Não souberam ou não responderam 13,5%.

Os deputados também podem criar mais obstáculos para que os planos de Zema se concretizem. Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, Hely Tarqüínio (PV) apresentou um projeto de lei para exigir que, além do referendo sobre as privatizações, também seja realizado um plebiscito.

Isso significa que a população seria ouvida primeiro sobre a proposta de privatizar as empresas. Após o plebiscito, caberia aos deputados analisarem a proposição. Caso as privatizações sejam aprovadas, a população seria ouvida novamente, agora no referendo, para aprovar ou rejeitar de uma vez por todas a venda das estatais.

A pesquisa foi feita de 29 de outubro a 3 de novembro. Foram 1.402 entrevistas em todas as regiões de MG. A margem de erro é de 2,62 pontos, e o nível de confiança, 95%

JORNAL O TEMPO